Óleos lubrificantes minerais, sintéticos e semissintéticos: dá para misturar no motor?

Quando o quesito é lubrificação do motor, uma das perguntas mais clássicas que existem é: posso misturar óleos mineral, sintético e semissintético no meu veículo? A resposta é: não. A não ser em situações de emergência. Mas…

“Assim que for possível deve ser feita a troca de todo o lubrificante pelo originalmente recomendado no manual do fabricante do veículo, tendo-se o cuidado de trocar o filtro também”, orienta o consultor especializado Luiz Feijó Lemos.

Quando falamos em manutenção do seu veículo, todo cuidado é pouco. Nesse quesito, a correta lubrificação é fundamental para a durabilidade e vida útil do motor.

Não devemos misturar no motor lubrificantes de matrizes sintética e mineral ao mesmo tempo, uma vez que a interação entre óleos diferentes pode colocar em risco a eficiência de sua lubrificação.

“A mistura não é recomendada em função da possível incompatibilidade entre as distintas bases químicas”, explica Feijó.

É importante que o proprietário do veículo fique atento a essa recomendação para que não comprometa seriamente peças do motor ao usar ou autorizar o uso de diferentes tipos de óleo lubrificante ao mesmo tempo. “Pode-se afetar o funcionamento da bomba de óleo e a lubrificação dos anéis dos pistões e provocar o entupimento do filtro, a formação de borra e um desgaste maior das partes metálicas”, alerta o consultor.

Existe diferença entre óleo mineral e sintético para carros?

A resposta é sim. Os lubrificantes sintéticos apresentam características muito superiores aos óleos minerais: são mais resistentes à oxidação e apresentam excelente fluidez à baixa temperatura, esta última “uma propriedade muito explorada nos óleos de viscosidades mais baixas, como SAE 0W-20, 5W-20, 5W-30 e 5W-40, recomendados para motores mais modernos”, pontua Feijó. Os sintéticos são mais duráveis e ajudam veículos mais modernos a obter boa performance no uso diário.

Os lubrificantes minerais utilizam os óleos básicos obtidos pelo refino do petróleo, que apresentam viscosidades muito mais elevadas quando comparados aos sintéticos, pior fluidez e maior tendência à oxidação. “São as opções mais comuns existentes no mercado para motores a diesel e à gasolina. São mais baratos em relação aos sintéticos”, diz o consultor.

Já as opções semissintéticas são produzidas a partir de misturas de óleos básicos sintéticos e minerais.

Qual é o melhor em qualidade?

Nesse caso, vai depender muito do modelo do motor do seu veículo.

A resposta será sempre a recomendação vinda do manual do fabricante, as especificações e as recomendações nele contidas. É a montadora do seu carro que detém toda a tecnologia empregada naquele motor para fazer com que ele tenha o melhor rendimento possível.

Caso tenha dúvida, uma dica: atente no manual para os padrões de viscosidade, definidos pela Sociedade dos Engenheiros Automotivos dos Estados Unidos (SAE), e de desempenho, fornecidos pelo American Petroleum Institute (API) e Associação dos Construtores Europeus Automotivos (ACEA), além das especificações das próprias montadoras. Compare essas informações com as descrições das embalagens de óleos existentes no mercado.

São instruções que sempre valem a pena seguir!

Por Antonio Carlos Teixeira

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